Rei e dois peões contra rei: não empate nunca mais

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Dois peões ligados contra um rei sozinho não deveriam empatar nunca. Mas isso acontece o tempo todo. Avance os peões juntos, traga seu rei para escoltá-los e cuidado com um único perigo: o afogado.

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Primeira vez com este final? Aprenda primeiro o método: Finais de Rei e Peão

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Rei e dois peões contra rei

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Acordando o motor…

A teoria

Dois peões ligados a mais e nada mais no tabuleiro: no xadrez não existe posição muito mais ganha do que essa, e ainda assim o defensor continua arrancando meio ponto em todos os níveis. Essa vitória só se perde de duas maneiras, e ambas se evitam com uma regra.

A dupla vale mais que a soma. Peões lado a lado dominam a fileira inteira à frente deles: quatro casas, sem uma brecha. O rei adversário não consegue se plantar diante de nenhum dos dois, ou seja, não há bloqueio nem fortaleza que resista. Leve-os juntos e ao defensor só resta esperar. Solte um peão para correr sozinho e você entrega um alvo: o rei trava o fugitivo, ataca o peão, e de repente você está jogando um final de verdade.

O tempo de reserva mata a oposição. Nos finais de rei e peão, a oposição decide tudo. Com dois peões, qualquer impasse se rompe com um simples avanço: a vez volta para o defensor no pior momento possível, sempre. É por isso que esse final é questão de técnica, não de cálculo.

O único perigo real é o afogamento na fase final, quando o rei adversário fica sem casas. Antes dos últimos avanços, dê uma olhada nos lances que ainda restam a ele. O defensor deste exercício não cede nunca: vai direto para todo canto de afogamento que você deixar aberto.

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