Dois peões contra um: como converter a maioria de peões

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Você tem maioria na ala da dama, e mais nada no tabuleiro. A ruptura b6 chama você, mas agora ela entrega a vitória. Converta a maioria primeiro com o rei; deixe a ruptura para o fim.

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Primeira vez com este final? Aprenda primeiro o método: Finais de Rei e Peão

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Dois peões contra um

As Brancas jogam e ganham · Vença contra a defesa perfeita

Acordando o motor…

A teoria

Veja o método: dê play para ver a ideia vencedora, ou avance lance a lance.

Veja o que acontece com b6 agora. O peão fica sem defesa, o rei adversário o toma de graça, e os peões «a» que sobram ficam travados frente a frente para sempre. A ruptura ainda não é lance: é uma ameaça para guardar na manga.

Quase todo final ganho passa em algum momento por uma maioria de peões, e 2 contra 1 é essa maioria em estado puro. A posição está completamente ganha, e o lance mais natural do mundo é a única forma real de estragar tudo.

Por que a ruptura espera. Seu peão b já está passado; empurrá-lo até b6 parece o jeito óbvio de faturar a maioria, e é justamente por isso que a ruptura parece obrigatória. Mas jogado na hora ele simplesmente fica pendurado: o peão chega a b6 sem proteção, o rei adversário o recolhe, e os peões «a» que sobram, travados, não dão em nada além do aperto de mãos. Uma ruptura não é uma conquista em si; é uma liquidação, e quem marca a hora de liquidar é a posição dos reis.

Quem ganha é o rei. Com a ruptura guardada na manga, o rei adversário carrega uma dupla função permanente: precisa manter contato com a casa b6 E responder à marcha do seu rei. Das duas ele não dá conta. Seu rei contorna primeiro pela ala do rei, de d3 a e3, f3 e f4, e só depois volta por e4 e d4, ganhando terreno toda vez que a defesa escolhe uma função e larga a outra. É o princípio das duas fraquezas, em versão de cinco peças.

O torno na hora certa. Assim que seu rei chega a c6, b6 deixa de ser oferta de troca e vira um pé-de-cabra: o rei adversário é empurrado para a última fileira, seu rei dá meia-volta para recolher a5, e o peão b sobrevivente promove escoltado pelo seu rei como manda o manual. Tome a oposição, ocupe a casa à frente do peão e guarde o tempo do peão «a» para o caso de precisar. Repare em qual peão promove: o peão de cavalo, não o de torre. Trocar até sobrar só o peão «a» ressuscitaria a fortaleza de canto que você já conhece, mais uma razão pela qual a ordem dos lances é o jogo inteiro.

Rompa na hora errada e dá afogamento. O momento não é um detalhe, é sobrevivência. Jogue a ruptura b6 antes de ter prendido o rei adversário, ou com o rei dele um passo livre demais, e assim que os peões travam ele ganha um refúgio de afogamento no canto: nenhum lance legal, e o meio ponto escapa. A ruptura é o último lance da vitória, nunca o primeiro.

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