Defesa passiva de torre: como segurar peões de cavalo e de torre

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Contra um peão de cavalo ou da torre, vale a defesa mais simples dos finais de torre: rei na frente do peão, torre na última fileira. Nada de heroísmo aqui, só defesa paciente.

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A defesa passiva na última fileira

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Acordando o motor…

A teoria

A teoria dos finais de torre prega atividade quase o tempo todo. E aí aparece a exceção que rende meios pontos sem trabalho nenhum: contra peões de TORRE e de CAVALO, a configuração puramente passiva é uma fortaleza.

A configuração. Rei do lado defensor NA casa de promoção, e se um xeque o obrigar a sair, só para o canto do lado curto do peão (aqui a8, nunca em direção ao centro: 1...Rc8? perde para 2.Ra7), torre em qualquer casa da última fileira. A defesa é isso, e nada mais. O rei adversário não chega perto da casa de promoção sem esbarrar em xeques ou em trocas, e o peão sozinho não expulsa dois defensores.

Por que só peões a/b/g/h? Contra peões centrais e de bispo, o rei atacante tem espaço dos DOIS lados do peão: ele se abriga no lado distante e a torre passiva fica sem xeques úteis (aí já é terreno de Philidor e Lucena). Peões de cavalo e de torre deixam espaço de menos no lado curto: a manobra de expulsão não cabe no tabuleiro.

Valor prático: enorme. Quando você está cansado, com o relógio apertado e um peão a menos num final de torres, saber que ESSE tipo de peão permite a defesa preguiçosa (e os outros não) é a diferença entre um meio ponto de rotina e um colapso técnico.

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