A posição de Saavedra: um peão vence uma torre

As Brancas jogam e ganham, depois de Saavedra

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Um peão sozinho contra uma torre inteira, e o peão ganha. É o estudo mais famoso do xadrez: leve o rei para baixo tomando xeques, evite a cilada de afogado bem no fim e promova na peça que ninguém espera.

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O estudo de Saavedra

As Brancas jogam e ganham · Vença contra a defesa perfeita

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A teoria

Veja o método: dê play para ver a ideia vencedora, ou avance lance a lance.

Em 1895 um padre espanhol chamado Fernando Saavedra enxergou, numa análise publicada como empate, algo que todos os jogadores fortes tinham deixado passar, e o xadrez ganhou seu estudo de quatro peças mais celebrado. As brancas têm um peão na sexta contra uma torre inteira, e vencem.

A caminhada do rei. Assim que o peão pisa na sétima, às pretas só restam os xeques por trás. O rei branco desce pelas colunas b e c, escolhendo cada casa para que a torre nunca consiga um garfo nem um tiro limpo no peão. Cada passo é único: uma casa descuidada e a torre se entrega pelo peão, empate.

A armadilha do afogamento. Lá embaixo, as pretas revelam a ideia de verdade: a torre desce para a quarta fileira e, se as brancas promovem a dama, ela se atira na frente com um xeque impossível de recusar, deixando um rei afogado no canto. Metade da beleza do estudo está nisto: o lance óbvio é justamente o que perde.

A subpromoção. Uma torre em c8 ameaça mate imediato pela coluna «a» e ao mesmo tempo recusa o presente do afogamento. A torre preta precisa largar um dos seus dois deveres, e a torre recém-nascida termina o serviço. Aqui a subpromoção não é curiosidade: é a única promoção que vence, e a tablebase concorda até o último meio-lance.

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