A defesa do lado curto

As Pretas jogam e empatam

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O barco de Philidor já partiu: o peão e o rei já estão na sua terceira fileira. O último bote salva-vidas: rei para o lado CURTO, torre para o lado LONGO, e xeques laterais para sempre.

Não precisa de cadastro. O adversário nunca desiste, e todo erro é explicado.

A defesa do lado curto

Hold the draw against perfect play

Waking the engine…

A teoria

Todo curso de finais de torre ensina o Philidor e para por aí. Mas as partidas reais chegam DEPOIS do momento ideal (rei atacante já na sexta, peão avançado), e é aí que a defesa do lado curto ganha seu valor.

A geografia. Todo peão não central divide o tabuleiro de forma assimétrica: um lado curto e um lado longo. A defesa: seu REI evacua para o lado curto (para um peão f: g8/h7), sua TORRE reivindica o lado longo à distância máxima. O rei atacante não consegue se esconder de xeques laterais: a casa de abrigo na frente do peão está ocupada pelo próprio peão, e atravessar rumo à sua torre abandona o peão.

A distância de xeque é a parede estrutural. No mínimo três colunas livres entre torre e rei: mais perto, e o rei simplesmente ataca a torre para acabar com os xeques. É por isso que o rei vai para o lado CURTO: estacioná-lo no lado longo comeria a pista de decolagem da torre (a forma mais comum de estragar essa defesa).

Limites: funciona contra peões de bispo e centrais que ainda não chegaram à sexta... com jogo exato. Contra o atacante da tablebase neste exercício, um único xeque na distância errada e a partida acaba, o que é exatamente como a regra da distância vira reflexo.

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